Na antiga República Socialista Federativa na Ioguslávia (hoje dividida em vários países), o ditador Tito encomendou esculturas monumentais para relembrar os momentos vividos pelo povo da região durante a Segunda Guerra Mundial. Artistas pouco conhecidos como Dušan Džamonja , Vojin Bakic , Miodrag Zivkovic, Jordan e Iskra Grabul foram os responsáveis por criar as obras abaixo, que hoje se encontram em ruínas no que chamamos de Sérvia, Bósnia, Croácia e Eslovênia (a região dos Bálcãs).
Jan Kempenaers, fotógrafo baseado na Antuérpia, fotografou as obras e as compilou no livro Spomenik: The End of History (Monumento em sérvio) editado pela Roma Publications e disponível para venda aqui, bem baratinho mesmo (€26,41).
Aliás, existe outro projeto também chamado de Spomenik que tem por objetivo levantar o que aconteceu comos corpos nas mais de 600 (sim, seiscentas) covas coletivas da atual Eslovênia que o governo socialista abriu para enterrar as pessoas “indesejáveis” e “inimígos políticos”. São dezenas de milhares de ossadas que aos poucos estão sendo identificadas e tendo suas histórias contadas. O projeto começou com a iniciativa da comunidade eslovênia exilada que durante 50 anos juntou informações dos massacres e as publicou nas White Pages. O projeto foi crescendo e com a ajuda da internet outras pessoas começaram a utilizá-lo para tentar encontrar seus parentes desaparecidos, o que fez com que o Spomenik fosse se tornando, pouco a pouco um monumento online à memória das vítimas Hoje, o Spomenik é parte do projeto Pervasive Monuments da Universidade Nothingham, e conta com informações de mais de 21.000 pessoas desaparecidas no período do pós-guerra.
via Trendland















